Bispos

Dom Ricardo Hoepers
Dom Ricardo Hoepers, nasceu em Curitiba/PR, no dia 16 de dezembro de 1970, filho de Francisco Hoepers (natural de Canoinhas/SC) e Doraci dos Santos Hoepers (natural de Curitiba/PR). É o terceiro de quatro filhos: Rosângela, Rogério, Ricardo e Rafael. Fez suas primeiras séries na Escola Municipal Eny Caldeira e Escola Estadual Maria Montessori, na Vila Tingui, em Curitiba.
Em 1985, entrou no Seminário Menor Arquidiocesano São José onde terminou o ensino médio. 
Em 1989, fez um ano de Propedêutico e 1990 saiu do Seminário e estudou Filosofia na Universidade Federal do Paraná.
Em 1995, retornou ao Seminário Maior Rainha dos Apóstolos e iniciou o Curso de Teologia no Studium Theologicum. 
De 1997 à 1998 realizou uma Especialização em Bioética na Faculdade São Camilo, em São Paulo e começou a lecionar como Professor de Bioética na Escola de Enfermagem Catarina Labouré em Curitiba.
Em 1998, no dia 19 de abril, recebeu a Ordenação Diaconal das mãos do então Arcebispo, Dom Pedro Fedalto. Em 31 de janeiro de 1999 recebeu a ordenação sacerdotal do mesmo Arcebispo.
Foi nomeado Bispo Diocesano do Rio Grande em 17 de fevereiro de 2016 e ordenado em 14 de maio de 2016 em Curitiba/PR.

Funções exercidas na Arquidiocese de Curitiba:
- 1999 a 2001: Vigário paroquial da Catedral Metropolitana de Curitiba;
- 2002 a 2003: Diretor da Faculdade de Filosofia da Arquidiocese de Curitiba, Vice-Reitor e Disciplinário do Seminário Filosófico Bom Pastor;
- 2003 a 2009: Pároco da Paróquia São Francisco de Paula, Curitiba;
- 2005 a 2008: Coordenador Geral do Clero e Coordenador da Pastoral Presbiteral da Arquidiocese de Curitiba (Port. 30/08/2005);
- 2005 a 2009: Membro do Colégio dos Consultores da Arquidiocese (Port. 14/12/2005);
- 2005 a 2009: Membro do Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Curitiba (Port. 14/12/2005);
- 2006 a 2009: Assessor Eclesiástico da Pastoral da Pessoa com Deficiência da Arquidiocese de Curitiba (Port. 06/06/2006), da Pastoral dos Surdos no Regional Sul II;
- 2009 a 2014: Tempo de estudos em Roma (Mestrado e Doutorado);
- 2014 (fevereiro a setembro): Colaborador na Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus;
- 2014 (setembro) a 2015 (maio): Vigário paroquial da Paróquia Santo Agostinho;
- 10 de maio de 2015: Pároco da Paróquia Santo Agostinho e Santa Mônica.
 
Formação Acadêmica:
- Doutor em Teologia Moral pela Accademia Alfonsiana, Roma – Itália (2014);
- Mestre em Bioética pela Accademia Alfonsiana, Roma – Itália (2011);
- Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2004);
- Especialista em Bioética pela Faculdade São Camilo, São Paulo (1999);
- Graduado em Teologia pelo Studium Theologicum, Curitiba – PR (1998);
- Licenciado em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (1995).
 
Outras atividades:
- Representante da Santa Sé do 3º Encontro das Partes (MOP-3) do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança e o 8º Encontro Ordinário da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-8) em 2006, em Curitiba, do qual recebeu a Medalha Cooperatores Veritatis, do Papa Bento XVI;
- Diretor Comunitário do Studium Theologicum e Professor de Teologia Moral do Studium Theologicum (2014-2015);
- Coordenador de teologia EaD do Claretiano (2015);
- Professor de Teologia Moral da Faculdade Vicentina (2014);
- Membro do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos do Setor de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná (2014 – 2015);
- Membro do Instituto Ciência e Fé de Curitiba;
- Secretário da Sociedade Brasileira de Teologia Moral (2015);
- Autor do livro: “Teologia Moral no Brasil: um perfil histórico”, pela Editora Santuário, 2015.

Brasão
Criação: Pe. Anderson Mathias Bonin Bueno (Arquidiocese de Curitiba)

DESCRIÇÃO HERÁLDICA: O Brasão Episcopal de Dom Ricardo Hoepers consiste num escudo eclesiástico com campo pleno em esmalte blau (azul) com uma pomba com a cabeça voltada para traz pousada sobre um trimonte tudo em argente (prata). A pomba sustenta no bico um ramo de oliveira, posto em barra, de sinopla (verde). Em contra chefe de blau ondeado de argente. Brocante cinco flores-de-lis em blau sobre um Chevron em argente. Em chefe cinco estrelas de seis raios dispostas como cruzeiro do sul em argente. O escudo esta pousado sobre uma cruz de astil de ouro ornada com rubi. O todo é encimado pelo chapéu prelatício de abas largas de sinople, com seus cordões em cada flanco. As borlas, em número de doze são dispostas seis por parte em três ordens de 1, 2 e 3, tudo de sinople. Brocante a ponta da cruz um listel de argente com legenda em letras de nero: Elige ergo Vitam.

DESCRIÇÃO SIMBÓLICA: O escudo obedece às regras heráldicas para eclesiásticos. O escudo em esmalte blau (azul), próprio do manto mariano que na heráldica tem o significado de justiça, vigilância, serenidade, constância, fortaleza, dignidade, zelo e lealdade. Ostenta as cinco estrelas em argente (prata) metal que simboliza inocência, felicidade, pureza, castidade, verdade, franqueza e integridade. Estas estão dispostas em forma de Cruzeiro do Sul, faz referência aos três estados do Sul do Brasil: Paraná, onde nasceu; Santa Catarina, onde chegaram seus antepassados e Rio Grande do Sul, para onde é eleito Bispo. A Montanha tem uma forte simbologia bíblica da presença de Deus, nesse aspecto o Trimonte alude a presença de Deus como Trindade. Trino é também o múnus do bispo: Ensinar, Santificar e Governar. A Pomba é o símbolo da Paz. Faz referência a passagem bíblica da Arca que salvou homens e animais do grande dilúvio. O ramo de oliveira de sinopla (verde), simbolizam esperança, liberdade, abundância, cortesia e amizade. O Chevron ou asna, significa a defesa da fé mesmo em grandes dificuldades a ponto de derramar o sangue. Simboliza o trabalho de Dom Ricardo na defesa da vida pela bioética. As Flores-de-lis sobre o Chevon significam a imitação da Santíssima Virgem Maria que com todo o seu ser busca fazer a vontade de Deus, daí o número de cinco, como cinco são os sentidos do ser humano. O contra chefe é um rio ondado e representa as águas revoltas da vida, por onde o bispo tem que conduzir a Diocese, sua Igreja Particular. Também é um símbolo batismal, da vida nova recebida em Cristo pelo sacramento.